Museu Oceanográfico de Balneário Piçarras: Guia completo para visitar
Conheça o Museu Oceanográfico Univali, o MAIOR das Américas, com 16 alas, milhares de peças e experiências para toda a família em Balneário Piçarras.

# Museu Oceanográfico de Balneário Piçarras: Uma viagem pelas profundezas do oceano
Quando alguém pensa em Balneário Piçarras, é natural imaginar o mar, a extensa faixa de areia e os dias vividos perto da praia.
Mas existe um lugar na cidade capaz de mostrar que o oceano é muito maior, mais antigo e mais surpreendente do que aquilo que conseguimos observar da orla.
O Museu Oceanográfico Univali, também conhecido como MOVI, reúne ciência, história, educação e biodiversidade em uma das experiências mais interessantes do litoral catarinense.
Localizado às margens da BR-101, o museu possui 16 alas de visitação e um acervo científico com mais de 250 mil peças. Uma parte dessa coleção está exposta ao público em um circuito que apresenta desde o surgimento da vida até os grandes mamíferos marinhos.
É uma atração para crianças, adultos, moradores e turistas. E também uma daquelas experiências que mudam a forma como observamos o mar depois da visita.
O maior museu oceanográfico das Américas está em Balneário Piçarras
O Museu Oceanográfico Univali está entre os principais acervos de história natural do Brasil.
Dentro da temática oceanográfica, é considerado o maior museu das Américas e um dos maiores do mundo.
Sua presença em Balneário Piçarras coloca a cidade em uma posição especial dentro da pesquisa, da educação ambiental e do turismo científico.
O acervo possui mais de 250 mil peças, construídas ao longo de décadas de pesquisas, expedições, coletas, embarques com a frota pesqueira e colaboração com diferentes instituições.
A exposição aberta ao público apresenta mais de 1.600 exemplares, além de animais vivos em aquários e recursos que tornam o percurso mais dinâmico.
Não é apenas uma coleção de animais marinhos.
É uma viagem pela história da vida, pela evolução das espécies, pelas descobertas científicas e pela relação do ser humano com os oceanos.
Uma história que começou antes da criação do museu
A origem do MOVI está ligada ao trabalho do professor Jules Marcelo Rosa Soto.
Em 1976, ainda durante sua juventude, Jules começou uma coleção particular na Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul.
Inicialmente, o acervo reunia insetos, aracnídeos e outros pequenos animais. Com o passar do tempo, a coleção passou a se dedicar exclusivamente à biologia marinha.
Em 29 de janeiro de 1987, foi criado o Centro de Estudos Bio-Ecológicos Costeiros, Limnológicos e Marinhos, organização que daria origem ao Museu Oceanográfico.
Em 1993, o acervo foi incorporado à Universidade do Vale do Itajaí. A partir daquele momento, a Univali passou a oferecer o suporte institucional necessário para a preservação das peças e o desenvolvimento das pesquisas.
O museu teve sedes temporárias em Itajaí e Balneário Camboriú até chegar definitivamente a Balneário Piçarras, em 2008.
Depois de anos de organização, catalogação e preparação do acervo, a exposição de longa duração foi inaugurada em dezembro de 2015.
O que começou como a curiosidade de um jovem apaixonado pela natureza transformou-se em uma das coleções oceanográficas mais importantes do planeta.
O que você encontrará durante a visita
A exposição foi organizada como um percurso pelo conhecimento dos oceanos.
O visitante acompanha a evolução da vida e conhece diferentes grupos de organismos marinhos, além de temas relacionados à história, à exploração e à preservação dos mares.
Cada ala possui identidade própria, criando uma sequência que facilita a compreensão mesmo para quem não possui conhecimento prévio sobre oceanografia.
Surgimento da vida e história da oceanografia
A viagem começa muito antes dos peixes, das tartarugas e das baleias.
A primeira parte da exposição apresenta a formação do planeta, o surgimento dos oceanos e o desenvolvimento das primeiras formas de vida.
Fósseis e informações científicas ajudam a compreender como organismos extremamente simples deram origem à biodiversidade que conhecemos hoje.
O visitante também descobre como a humanidade começou a estudar os oceanos e quais tecnologias permitiram explorar regiões que durante séculos permaneceram desconhecidas.
É o começo ideal para entender que o mar não é somente uma paisagem.
Ele faz parte da origem e da manutenção da vida na Terra.
Invertebrados marinhos
A ala dedicada aos invertebrados apresenta organismos como esponjas, corais, moluscos, crustáceos e equinodermos.
São animais muito diferentes entre si, mas essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
A diversidade de formas, estruturas e mecanismos de sobrevivência costuma despertar a curiosidade das crianças e também surpreender os adultos.
É nessa parte do percurso que percebemos quantas formas de vida existem no oceano sem que normalmente prestemos atenção a elas.
Peixes cartilaginosos
Tubarões e raias estão entre os grandes protagonistas do imaginário humano sobre o oceano.
No museu, esses animais são apresentados a partir de uma perspectiva científica.
O visitante pode observar características anatômicas, compreender como vivem e descobrir a importância que exercem no equilíbrio das cadeias alimentares.
A exposição ajuda a substituir parte do medo construído por filmes e histórias pelo conhecimento sobre esses animais.
E conhecimento, nesse caso, não elimina o respeito. Apenas coloca cada espécie em seu verdadeiro papel na natureza.
Peixes ósseos
A maior parte das espécies de peixes conhecidas pertence ao grupo dos peixes ósseos.
Essa diversidade aparece na exposição por meio de exemplares com diferentes tamanhos, formatos, cores e adaptações.
O visitante percebe como cada espécie foi preparada para sobreviver em determinado ambiente, profundidade e condição do oceano.
É uma ala que revela a criatividade da própria natureza.
Répteis marinhos
As tartarugas marinhas ocupam um lugar especial na identidade do litoral de Santa Catarina.
Em Balneário Piçarras e Penha, não é raro que moradores e visitantes observem esses animais próximos à costa.
No museu, o público pode conhecer melhor sua anatomia, seu ciclo de vida, suas espécies e os desafios enfrentados para sobreviver.
A exposição também ajuda a compreender os efeitos da poluição, da pesca acidental e da presença de resíduos no mar.
Depois dessa visita, encontrar uma tartaruga nadando livremente deixa de ser apenas uma fotografia bonita. Passa a representar um ecossistema inteiro que precisa ser preservado.
Aves marinhas
As aves possuem uma ligação direta com o oceano, mesmo quando passam grande parte do tempo sobrevoando a costa ou vivendo em ilhas e áreas continentais.
A exposição apresenta diferentes espécies e adaptações desenvolvidas para alimentação, voo, mergulho e sobrevivência em ambientes marítimos.
Essa ala ajuda o visitante a olhar com mais atenção para as aves encontradas diariamente nas praias da região.
Mamíferos marinhos
Baleias, golfinhos, botos e outros mamíferos marinhos estão entre os animais mais admirados do planeta.
A dimensão de alguns exemplares e estruturas expostas ajuda o visitante a compreender a verdadeira escala desses animais.
A experiência também apresenta aspectos de sua evolução, anatomia, comportamento e importância ecológica.
É uma das partes mais impressionantes da visita, especialmente para as crianças.
Regiões polares e o Programa Antártico Brasileiro
Em 2025, o Museu Oceanográfico ampliou sua exposição e inaugurou novas alas.
Um dos destaques é o conjunto dedicado às regiões polares, com cinco salas voltadas ao Ártico e, principalmente, à Antártica.
A exposição apresenta as características desses ambientes extremos e destaca o trabalho realizado pelo Programa Antártico Brasileiro.
O visitante conhece mais sobre as expedições, a biodiversidade, o clima e a importância das regiões polares para o equilíbrio do planeta.
Mesmo localizada no litoral catarinense, Balneário Piçarras passa a oferecer uma verdadeira viagem até os lugares mais frios da Terra.
A história do mergulho
Outra ala apresenta a evolução do mergulho por meio de equipamentos, objetos e registros históricos.
O percurso mostra como o ser humano desenvolveu tecnologias para permanecer debaixo d’água e explorar áreas cada vez mais profundas.
A exposição permite comparar equipamentos antigos com soluções mais modernas, revelando como a curiosidade humana impulsionou novas descobertas.
Uma exposição dedicada ao Titanic
O museu também possui uma ala dedicada ao Titanic, com peças originais, réplicas e informações sobre um dos naufrágios mais conhecidos da história.
A exposição ajuda a compreender o contexto da embarcação, sua tecnologia, a viagem e os acontecimentos que marcaram o desastre.
Mais do que repetir uma história popular, o museu apresenta o tema a partir de uma perspectiva histórica, marítima e científica.
Pesca tradicional e embarcações
A pesca faz parte da formação cultural e econômica do litoral catarinense.
A exposição dedicada à pesca tradicional apresenta a relação das comunidades costeiras com o mar, valorizando conhecimentos, ferramentas e práticas transmitidas entre gerações.
Outra ala reúne modelos de embarcações de diferentes partes do mundo, criando uma viagem pela evolução das técnicas de navegação.
Esses espaços ajudam a conectar a história dos oceanos à própria identidade de Balneário Piçarras e das cidades vizinhas.
Poluição dos mares
Conhecer a biodiversidade marinha também significa compreender as ameaças enfrentadas por ela.
A ala sobre poluição apresenta informações sobre os impactos provocados pelo descarte incorreto de resíduos, pelo plástico, pela atividade humana e por práticas pouco sustentáveis.
A proposta não é apenas mostrar um problema.
É levar o visitante a refletir sobre como pequenas atitudes realizadas longe da praia também podem terminar no oceano.
O museu transforma conhecimento em responsabilidade.
Laboratório sensorial
O laboratório sensorial, também conhecido como Sala do Toque, torna a visita mais interativa.
Nesse ambiente, o público pode entrar em contato com diferentes peças e perceber texturas, formatos e estruturas que normalmente seriam observadas apenas através de vitrines.
A experiência é especialmente marcante para as crianças, porque aproxima o conhecimento científico da curiosidade natural delas.
É o momento em que aprender deixa de ser somente olhar e passa também a envolver outros sentidos.
Uma experiência para toda a família
O Museu Oceanográfico não foi pensado apenas para pesquisadores ou estudantes.
A exposição utiliza recursos visuais, peças impressionantes, aquários e uma organização temática que permite que pessoas de diferentes idades aproveitem o passeio.
Para as crianças, a visita pode despertar curiosidade pela ciência, pelos animais e pela preservação ambiental.
Para os adultos, é uma oportunidade de conhecer melhor o oceano que está diante da cidade todos os dias.
O espaço é completamente coberto e climatizado, tornando-se também uma excelente alternativa para dias de chuva, frio ou calor intenso.
Quanto tempo reservar para a visita
O tempo necessário depende do ritmo e do interesse de cada visitante.
Quem percorre a exposição rapidamente pode concluir o circuito em aproximadamente duas horas.
Famílias, grupos escolares e pessoas que gostam de ler os conteúdos e observar os detalhes podem permanecer por três horas ou mais.
A recomendação é não encaixar a visita entre dois compromissos muito próximos.
O museu possui muitas informações e merece ser conhecido sem pressa.
Estrutura disponível
O Museu Oceanográfico possui uma estrutura preparada para receber moradores, turistas, famílias e grupos.
Entre as facilidades estão:
- 16 alas de visitação
- Exposição coberta e climatizada
- Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida
- Estacionamento gratuito
- Cafeteria no piso térreo
- Loja de lembranças
- Auditório temático
- Laboratório sensorial
- Banheiros
- Estrutura para receber grupos e excursões
O estacionamento possui capacidade para automóveis e ônibus, facilitando a visita de famílias e grupos escolares.
Cafeteria dentro do museu
O Café Leitura Netuno está localizado no piso térreo.
O cardápio inclui cafés, bebidas, salgados, brownies, chocolates, açaí, picolés e outros acompanhamentos.
O espaço também possui artigos de colecionismo, como livros, moedas, selos e discos de vinil.
É uma opção para fazer uma pausa antes ou depois da exposição e prolongar um pouco a experiência.
Visitas em grupo
Grupos com dez pessoas ou mais podem solicitar uma visita acompanhada por um mediador.
Esse formato oferece uma experiência mais orientada e permite compreender melhor as peças, os animais e os temas apresentados.
O agendamento deve ser realizado antecipadamente pelo e-mail:
educacao.movi@univali.br
Escolas, empresas e grupos familiares devem consultar disponibilidade, condições e valores diretamente com o museu.
O Museu Oceanográfico aceita animais?
O museu informa ser pet friendly.
Os animais devem permanecer com guia, em carrinho ou dentro de caixa de transporte, sempre considerando o conforto e a segurança dos demais visitantes.
Antes da visita, é recomendável confirmar as regras atualizadas, especialmente em relação ao porte do animal e ao acesso a áreas específicas.
Horários de funcionamento
O Museu Oceanográfico funciona de terça-feira a domingo.
- Segunda-feira: fechado
- Terça-feira: das 14h às 17h30
- Quarta-feira: das 14h às 17h30
- Quinta-feira: das 14h às 17h30
- Sexta-feira: das 14h às 17h30
- Sábado: das 14h às 17h30
- Domingo: das 14h às 17h30
É recomendável chegar com antecedência suficiente para realizar o percurso com tranquilidade.
Horários especiais podem ser adotados em feriados, eventos ou períodos específicos. Consulte os canais oficiais antes da visita.
Valores dos ingressos
Os valores divulgados para visitação são:
- Ingresso inteiro: R$ 60
- Meia-entrada: R$ 30
As condições para meia-entrada, gratuidades, campanhas promocionais e visitas em grupo devem ser consultadas diretamente com o museu.
Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma Ingresso Nacional.
Valores e regras podem sofrer alterações. Confirme as informações no momento da compra.
Onde fica o Museu Oceanográfico
O Museu Oceanográfico Univali está localizado na:
Avenida Sambaqui, 318 Bairro Santo Antônio Balneário Piçarras – Santa Catarina
O acesso é simples porque o museu está às margens da BR-101.
Para quem trafega no sentido norte–sul, a orientação turística indica a saída 100. No sentido sul–norte, a saída 103.
Essa localização facilita a visita de quem está hospedado em Balneário Piçarras, Penha, Barra Velha, Navegantes, Itajaí e outras cidades do litoral.
Informações e contato
WhatsApp: (47) 99130-0269
Secretaria do museu: (47) 3341-5570
Site: https://portal.univali.br/museu
Instagram: @museuoceanografico
Ingressos: https://www.ingressonacional.com.br/Museuoceanograficounivali
Antes de sair, confirme o horário de funcionamento, a disponibilidade dos ingressos e possíveis alterações na visitação.
Sugestão de roteiro em Balneário Piçarras
O museu pode fazer parte de um dia completo na cidade.
Durante a manhã
Caminhe pela orla, aproveite a praia ou conheça um dos restaurantes e cafés de Balneário Piçarras.
No almoço
Escolha um restaurante da cidade e experimente pratos ligados à gastronomia litorânea.
Durante a tarde
Reserve o período entre 14h e 17h30 para conhecer o Museu Oceanográfico sem pressa.
No final do dia
Retorne à orla para caminhar, observar o entardecer ou jantar perto do mar.
Esse roteiro combina natureza, gastronomia, ciência e qualidade de vida em um único dia.
Um patrimônio científico dentro de uma cidade litorânea
O Museu Oceanográfico ajuda a contar uma parte importante da identidade de Balneário Piçarras.
A cidade não oferece somente praia, novos empreendimentos e uma orla em transformação.
Ela também abriga pesquisa, educação ambiental e um acervo construído durante décadas de dedicação científica.
Esse conjunto amplia a experiência de quem visita e também a qualidade de vida de quem escolhe morar na cidade.
Ter um dos maiores museus oceanográficos do mundo dentro do município significa oferecer às crianças contato com ciência, receber pesquisadores e turistas e criar uma relação mais consciente entre a comunidade e o mar.
Depois da visita, o mar nunca parece exatamente o mesmo
Antes de entrar no museu, o oceano pode parecer apenas uma imensidão azul diante da praia.
Depois da visita, ele passa a carregar outras histórias.
Cada onda esconde formas de vida, processos naturais e relações construídas ao longo de milhões de anos.
Conhecer o Museu Oceanográfico é entender que morar perto do mar não significa apenas contemplá-lo.
Significa também respeitá-lo, estudá-lo e reconhecer sua importância.
Algumas cidades possuem belas praias.
Balneário Piçarras possui a praia e um dos lugares mais importantes das Américas para compreender tudo aquilo que existe além dela.
Conheça o Museu Oceanográfico. Depois, descubra com a NEORA os endereços selecionados para viver Balneário Piçarras por inteiro.
As informações foram consultadas em setembro de 2026 no site oficial do Museu Oceanográfico Univali e no Portal de Turismo de Balneário Piçarras. Horários, ingressos e condições de visitação podem ser alterados. Confirme os dados nos canais oficiais antes do passeio.
Quer entender como este cenário se traduz em oportunidade no litoral norte catarinense?



